domingo, 16 de outubro de 2011

O Escolar de Vincent Van Gogh, 1888-Luis Felipe, nº28, 7ºano G


Esta pintura chamada O Escolar retrata Camille Roulin, filho de um amigo do pintor.

Vincent Van Gogh nasceu na Holanda no ano de 1853 e morreu na França em 1890. A obra acima foi feita em 1888, utilizando a técnica óleo sobre tela. Ela tem 63 por 54 cm e faz parte do acervo do Museo de Arte de São Paulo (MASP). Nela, o jovem retratado tem rosto mostrado em cores expresionistas, tão intensas quanto as das restantes zonas da tela, cores que não se esperava encontrar  numa pessoa . Van Gogh pintou 22 retratos de membros da família Roulin e a obra acima retrata Camille Roulin, filho de Joseph Roulin. A natureza do sul da França serviu de estímulo ao artista para uma pintura forte em cores. Esta obra foi doada por:Seabra Companhia de Tecidos; Clayton & Co.; Egídio Câmara; Mario de Almeida; Usineiros do Nordeste; Geremia Lunardelli; Albert Sampaio; Cia. Souza Cruz; Guilherme Guinle; Francisco Pignatari; Cia Siderúrgica Belgo-Mineira S.A.; Luiz Ensch; Jules Verelst; Cápua & Cápua S.A.

Fontes:
Anotações feitas no museo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Literatura de cordel-n.º09, 11, 26, 28 e 30-7ºano G

A heroína CX


No Nordeste havia um cangaceiro muito mau que
 vinha do sudeste,
 e foi atrapalhar dois trabalhadores.
"Vou-lhes prender."
Os dois perguntaram "Mas, mas, por quê?"
"Se não me seguirem, o jegue vai vir e vai os matar, hahaha."
Os dois tiveram de lhe seguir e para a prisão ir.
Zé, um dos prisioneiros falou "Não pode nos prender."
Mas o cangaceiro disse "Se continuar assim, irá morrer."
Joao, outro trabalhador, argumentou "Irei escapar."
Mas o jague, ajudante do cangaceiro, contestou "Não, não irá."
O cangaceiro pergunta aos homens
"Imaginam que alguém os salvará?"
E Zé respondeu "Uma conhecida, a CX, irá."
"A prisão está totalmente fechada, ninguém pode entrar."
"Mesmo assim, ela vai vir."
A porta de lá se abre e Jegue grita "Alguém entrou!"
Uma mulher, do nada, falou:
"Vim aqui salvar os meus parente, sai da minha frente!"
O cangaceiro pengunta "Quem é ela?"

E o jegue "Não tenho a mínima ideia."
"Meu nome é Cassia, gente.Cassia Xente.
Ela salva os dois homens
E eles fogem.
Ilustração do cordel-nº28-7ºG


Ilustração do cordel-nº26-7ºG

domingo, 4 de setembro de 2011

Abraão Batista- Felipe Macedo Dell`Aquila 7G 11


Abrãao Batista

Abraão Batista nasceu em Juazeiro do Norte, CE, em 4 de abril de 1935.Filho de mãe pernambucana e pai potiguar.Poeta, professor universitário, escreve literatura de cordel há mais de 30 anos.Produz a alustração do cordel com a técnica da xilogravura.Participa de eventos culturais e feiras de artesanato e suas obras são referencia quanto ao assunto de literatura de cordel e xilogravura.Em 1968, foi quando começou a produzir xilogravuras e cordéis pela primeira vez, um de seus cordéis foi “A entrevista de um jornalista de Juazeiro do Norte com os 44 santos caçados” , que conta a historia de um padre de um papa que caçou 44 santos para  seus proveitos.Abraão Batista ao longo de sua carreira ajudou muito com a cultura de sua cidade natal Juazeiro do Norte. Ele ajudou na literatura, na musica, nas danças folclóricas e com seus personagens de historias que viraram ídolos da cidade.Uma de suas obras mais famosas ate hoje é ``O homem que deixou a mulher para viver com uma jumenta em Paraíba``.


“O Padre Cícero é um referencial, é um guru, é a carta maior do baralho nordestino, é uma atração turística, é o Santo do povo.”
Abraão Batista 





 
Fontes:




terça-feira, 23 de agosto de 2011

Jose Borges-Luca Catena 7G


José Borges é um xilogravurista e cordelista brasileiro que nasceu em 20 de Dezembro de 1935.
Aos 29 anos, decidiu escrever cordel e, como nao tinha dinheiro para pagar um ilustrador, decidiu fazer as ilustracoes ele mesmo.
Os temas mais solicitados em seu repertorio sao o cangaco, o amor, a religiosidade, entre outros.
Somando suas obras, fez 200 cordeis.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Patativa do Assaré-nº28-7ºG


                O nome verdadeiro de Patativa do Assaré é Antônio Gonçalves da Silva. Ele nasceu no dia 5 de março de 1909 em uma cidade chamada Assaré(Ceará) e morreu no dia 8 de julho de 2002 em sua cidade natal. Patativa foi uma grande figura nordestina, ele foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro. Ele fazia cordéis, porém não se considerava um cordelista. Sua família era de agricultores pobres. Seu pai morreu quando ele tinha oito anos e, a partir desse momento, ele começou a trabalhar na roça para dar sustento à sua família. Aos dezesseis anos, Patativa ganhou sua primeira viola e logo começou a se apresentar em pequenas festas de sua cidade. Ele cantou várias vezes no rádio Araripe e escreveu seu primeiro livro, que era chamado "Inspiração Nordestina" em 1956. Após este, Patativa escreveu muitos outros livros que fizeram sucesso e ganharam vários prêmios.
                Abaixo segue um exemplo dentre os Poemas de Patativa do Asssaré.
Patativa do Assaré · O Poeta da Roça 
Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio.
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.


 Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu seio o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,

E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.


Outros Exemplos:
· Cante Lá que eu Canto Cá
· Coisas do
Rio de Janeiro
· Meu Protesto
· Mote/Glosas
· Apelo dum Agricultor
· Se Existe Inferno 
Fontes:


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

literatura de cordel - história e origem - fabio nº9 7G


A literatura de cordel é um tipo de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos com imagens com o processo de xilogravura. Também são usados desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.

A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.

De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.

Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. 
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna,josé lins de rego e Guimarães Rosa.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_cordel

terça-feira, 17 de maio de 2011

Villa lobos-Felipe Macedo Dell ` aquila-7G-11

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro 6 de marco de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro  e compositor brasileiro.
Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista onde incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.

Biografia

Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai, Villa-Lobos passou a tocar violoncelos em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos ```choroes", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro. Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro.
Em 1922 Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1924. Viaja novamente para a Europa em 1927, financiado pelo milionário carioca Arnaldo Guinle. Desta segunda viagem retorna em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a " Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Seu casamento com Lucília termina na década de 1930. Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que depois de sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental. O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos nunca teve filhos.
Em 1960, o governo do Brasil criou o Museu Villa-Lobos no Rio de Janeiro.

Semana de Arte Moderna

Villa-Lobos participou da Semana de Arte Moderna de 1922 apresentando-se em três dias com três diferentes espetáculos:
dia 13
dia 15
dia 17
Segunda Sonata
O Ginete do Pierrozinho
Terceiro Trio
Segundo Trio
Festim Pagão
Historietas: Lune de Octobre; Voilà la Vie; Je Vis Sans Retard, Car vite s'écoule la vie
Valsa mística (simples coletânea)
Solidão
Segunda Sonata
Rondante (simples coletânea)
Cascavel
Camponesa cantadeira (suíte floral)
A Fiandeira
Terceiro Quarteto
Num Berço Encantado (simples coletânea)
Danças Africanas

Dança Infernal e Quatuor (com coro feminino)
Arte-moderna-8.jpg
Embora tenha sido um dos mais importantes nomes da música a apresentar-se na Semana de Arte Moderna, Villa-Lobos não foi o único compositor a ser interpretado, também foram interpretadas obras de Debussy, por Guiomar Novaes, de Eric Satie, por Ernani Braga, que interpretou também "A Fiandeira", de Villa-Lobos.
O Teatro Municipal de São Paulo foi o primeiro palco "erudito" a receber as obras de Villa-Lobos.

Obra

Busto de Heitor Villa-Lobos ao lado do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
As primeiras composições de Villa-Lobos trazem a marca dos estilos europeus da virada do século XIX para o século XX, sendo influenciado principalmente por Wagner, Puccini, pelo alto romantismofrancês da escola de Frank e logo depois pelos impressionistas. Teve aulas com Frederico Nascimento e Francisco Braga.
Nas Danças características africanas (1914), entretanto, começou a repudiar os moldes europeus e a descobrir uma linguagem própria, que viria a se firmar nos bailados Amazonas e Uirapuru (1917). O compositor chega à década de 1920 perfeitamente senhor de seus recursos artísticos, revelados em obras como a Prole do Bebê, para piano, ou o Noneto (1923). Violentamente atacado pela crítica especializada da época, viajou para a Europa em 1923 com o apoio do mecenas Carlos Guinle e, em Paris, tomou contato com toda avanguarda musical da época. Depois de uma segunda permanência na capital francesa (1927-1930), voltou ao Brasil a tempo de engajar-se nas novas realidades produzidas pela Revolução de 1930.
Apoiado pelo Estado Novo, Villa-Lobos desenvolveu amplo projeto educacional, em que teve papel de destaque o Canto Orfeônico, e que resultou na compilação do Guia prático (temas populares harmonizados).
À audácia criativa dos anos 1920 (que produziram as Serestas, os Choros, os Estudos para violão e as Cirandas para piano) seguiu-se um período "neobarroco", cujo carro-chefe foi a série de nove Bachianas brasileiras (1930-1945), para diversas formações instrumentais. Em sua obra prolífera, o maestro combinou indiferentemente todos os estilos e todos os gêneros, introduzindo sem hesitação materiais musicais tipicamente brasileiros em formas tomadas de empréstimo à música erudita ocidental. Procedimento que o levou a aproximar, numa mesma obra,Johann Sebastian Bach e os instrumentos mais exóticos.

 Estilo

Villacruzado.jpg
É possível encontrar na obra de Villa-Lobos preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos, arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular e imitação do cantos de pássaros. O maestro não defendeu nem se enquadrou em nenhum movimento, e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado pelos críticos, dentre os quais Oscar Guanabarino.Também se encontra em sua obra uma forte presença de referências a temas do folclore brasileiro.